Há momentos em que não penso… reconheço.
Como se a tua presença já tivesse lugar dentro de mim antes de acontecer.
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Há um impulso silencioso em ir até ti,
não por falta,
Culpa a gravidade.
Coisas pequenas, estão invisíveis,
mudam a forma como o dia se organiza.
Numm detalhe teu na memória.
Num gesto antigo.
Num instante sem importância para este mundo…
num mar inteiro aqui dentro.
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Não é ausência que me chama.
És tu, quando estás perto.
E isso desarma-me em qualquer lógica.
Em desejos que não procuram explicação.
Em que aparecem,
Na sua parte mais natural
Aqui no pensamento.
E eu deixo.
Sem resistência.
Porque contigo,
Num simples ato de existir junto,
Está tudo a fazer sentido por instantes.
E percebo devagar:
não é falta de meu controlo.
É excesso de ligação.
Escrevo para não serem entendidas…
apenas sentidas no lugar certo.
És tu, quando estás perto.