[Intro]
O rápido pulso da cidade, meu nome na pele do tempo
Nascido em Lucapa, sonho que não se desmancha ao vento
[Verse 1]
Da rua aprendi a ver o mundo em traços e aço, sem escola
Desenho minha história com o coração que não desola
Sou autodidata, sem moldes, criando do nada ao tudo
Bonecos de arame, esculturas, o futuro em meu jeito seguro
[Chorus]
Sou voz que chama, que cura e transforma
Entre traços de rede e rima que reforma
Da enfermagem aos muros, meu caminho se transforma
Cada linha é uma semente, cada rima uma norma
[Verse 2]
Cidade de Luanda, onde a vida rola em ritmos de clamor
Narrativa gráfica, rap consciente, saúde no ardor
Intervenção com palavras, luz na gente que tem fome
Olhos na vida real, buscando crescer sem perder o dom que some
[Chorus]
Sou voz que chama, que cura e transforma
Entre traços de rede e rima que reforma
Da enfermagem aos muros, meu caminho se transforma
Cada linha é uma semente, cada rima uma norma
[Bridge]
Desde criança pratiquei sem pedir licença
Experimentação diária, coragem e paciência
Hoje cruzo mundos—arte, saúde, resistência
Meu saber é teu guia na própria resistência
[Chorus]
Sou voz que chama, que cura e transforma
Entre traços de rede e rima que reforma
Da enfermagem aos muros, meu caminho se transforma
Cada linha é uma semente, cada rima uma norma
[Outro]
Lucapa me deu a raiz, Luanda me deu o alcance
Artista da vida, grafito e vida em atravessamento
Fim do eco, começo de mais uma passagem
[End]