[Verse 1]
Rua úmida, neon desleixo, a cidade respira como uma ferida aberta
Nós éramos fogo e sombra, agora apenas o silêncio que me cerca
Memórias me cortam, lâminas de vidro que brilham sob a lua
O perfume que ficou no quarto é a lembrança que não se afasta
[Chorus]
A saudade transforma-se em poema quando a pele ainda lembra teu sabor
Rosas mortas na soleira, e cada pétala sussurra teu nome com dor
Vidro vazio na mão, sinto o eco do que fomos, sem teu calor
E eu não sei esquecer, mesmo que o tempo peça para deixares ir
[Verse 2]
No beco da memória, a rosa murcha entre as mãos cansadas do coração
O relógio marca lágrimas, o tempo insiste em repetir nossa estação
Perfume que persiste na casa, como uma confissão que não quer calar
A cidade respira noturna, e eu continuo a te buscar no ar
[Chorus]
A saudade transforma-se em poema quando a pele ainda lembra teu sabor
Rosas mortas na soleira, e cada pétala sussurra teu nome com dor
Vidro vazio na mão, sinto o eco do que fomos, sem teu calor
E eu não sei esquecer, mesmo que o tempo peça para deixares ir
[Bridge]
Sei que é impossível, mas o coração insiste em fingir que não houve fim
Entre fachadas brilhantes, eu ainda vejo teu rosto e volto a sentir
[Chorus]
A saudade transforma-se em poema quando a pele ainda lembra teu sabor
Rosas mortas na soleira, e cada pétala sussurra teu nome com dor
Vidro vazio na mão, sinto o eco do que fomos, sem teu calor
E eu não sei esquecer, mesmo que o tempo peça para deixares ir
[Outro]
Se a noite for lente, posso fotografar teu adeus em fulgor de luar
Mas o silêncio grita que ainda te persigo, até o último respirar