[Intro]
Sob o sol que dança nas dunas, o pai sussurra histórias de um chão antigo.
[Verse 1]
No Matto Capote, na praça do bairro, crianças correm entre os passos da memória,
Tantos rostos que passaram pelo tempo, cada um deixando uma cor na parede da rua.
Batuque na lixeira, tam-tam do coração, a batuta do mestre guia o canto do povo,
Rosas, mangueiras, cheiro de pimenta, o sabor que une gente diversa em um mesmo abraço.
[Chorus]
Oh Angola, teu peito é um mapa antigo,
Canta quem guarda a história com orgulho.
É terra de rios que contam segredos, de passos que não se apagam no tempo.
[Verse 2]
Na cidade de Luanda, altas janelas lembram as caravanas de ontem,
Mercados cheios de histórias, cada venda une gerações em risos e qingilas.
Pequenos rituais ao cair da tarde: a avó acende o lampião, o neto escuta a lenda,
Que o mar levou, que a terra recebeu, que o povo plantou para as próximas gerações.
[Chorus]
Oh Angola, teu peito é um mapa antigo,
Canta quem guarda a história com orgulho.
É terra de rios que contam segredos, de passos que não se apagam no tempo.
[Bridge]
Entre as risadas nas calçadas de Benguela, entre as comunidades que se reconhecem no rosto do outro,
Há memórias que cruzam fronteiras, uma tapeçaria de cantos que atravessam os dias.
[Verse 3]
Nas aldeias do interior, crianças tecem histórias com silêncio e fogo,
O pajé aponta constelações e ensina a ouvir a terra que respira.
Cada canto, cada dança, é uma carta para quem chega, um convite a lembrar quem fomos,
Para não esquecer que a coragem nasce da união de mãos que se estendem.
[Chorus]
Oh Angola, teu peito é um mapa antigo,
Canta quem guarda a história com orgulho.
É terra de rios que contam segredos, de passos que não se apagam no tempo.
[Outro]
Que a memória siga como o vento, levando nomes, rostos e rituais que moldam o nosso mundo.