[Intro]
Sinto o toque dos nomes como quem acende uma vela
Cada apelido é uma vela acesa na janela da memória
[Verse 1]
Aninha, meu doce raio de sol — você é carinho que não tem hora marcada
Aninha, tua risada corta a tarde como faca de prata
Rasto de lembranças te abraçando, onde tudo começou
De você guardo a ternura que não tem fim nem começo
[Verse 2]
Filomena, senhora das histórias antigas, tua voz é o cobertor da noite
Filomena, teu jeito sutil de cuidar transforma o silêncio em refúgio
No teu colo aprendi a chamar de casa cada canto do mundo
E teu conselho, suave coragem, ficou comigo como um segredo bom
[Chorus]
Nossos apelidos costuram o que não se vê: afeto que não se explica
Cada traço que insinuam é ponte para perto, é viva respiração
Eu e vocês, juntos no tempo, em cada memória que não se desmancha
Aqui, onde o coração conhece o endereço de cada pessoa
[Verse 3]
Maura, tua força serena é a âncora que não se solta
Maura, tua risada é a campainha que me chama de volta quando me perco
Em teus gestos encontro o mapa das pequenas vitórias diárias
Teu abraço me diz: ainda estamos juntos, ainda vale a pena
[Verse 4]
Teclénio, teu nome é ponte entre o riso e o conselho firme
Teclénio, teu jeito de segurar a minha mão me ensina o caminho
Quando olho nos teus olhos, vejo o tempo que resistiu às tempestades
E o teu silêncio é abrigo seguro, onde aprendi a confiar de novo
[Bridge]
Morais, Musanda, Quedo, Gapa — cada apelido uma cápsula de carinho
Morais é a calma que mede as horas; Musanda, a alegria que não espera
Quedo, a curiosidade que empurra a gente para frente; Gapa, o cuidado que acolhe
Nossos nomes, nossas memórias, teimosamente entrelaçadas
[Verse 5]
Tio neto, teu riso antigo ainda salta na varanda
Manténs minhas histórias vivas com cada lembrança partilhada
Manox, teu jeito secreto de amar, guarda a força de quem não desiste
Barbado, tua simplicidade segura minha travessia pelas manhãs
[Chorus]
Quedo, Gapa, Morais, Musanda: nomes que abraçam quando o mundo parece distante
Cada apelido lança um beijo na minha pele, uma promessa de perto
Eu sigo aprendendo o significado de casa a cada memória que você acende
Barcos de afeto navegam nessa ilha chamada família
[Verse 6]
Quelson, teu segredo é o teu sorriso, abrigo que me faz respirar fundo
Quelson, tua presença é o farol que guia meus passos sem pressa
A distância desmancha quando teu toque, mesmo ausente, chega até mim
E eu volto inteiro aos dedos que guardam o nosso elo invisível
[Outro]
Assim sigo, cercado por apelidos que seguram minha mão, me chamando pra perto
Nessa minha história, cada pessoa é teu reflexo, cada afeto é meu lar