[Intro]
Soco na parede da alma, respiro quente, silêncio que não mente.
A pele sabe antes que eu tenha coragem de dizer o nome do medo.
[Verse 1]
Cubro o peito com as mãos, noite dentro de casa, olhos fixos no chão.
Cada batida é um mundo inteiro que dói, mas ainda quer nascer de novo.
Voz tímida sussurra: você pode, mesmo que trem - a cada vereda de dor.
A água nos olhos parece vidro, mas é chuva que lava o interior.
[Pre-Chorus]
Sueño pequeno acende a fresta, a mente tenta correr, o coração insiste ficar.
Eu me reconheço na sombra que me olha de volta, sem pedir permissão.
[Chorus]
Eu me revelo, mesmo quando o medo segura minha mão.
Eu digo que sou fraco e ainda assim fico de pé pra ver o que vem.
Se a noite é um abismo, eu me contrato para saltar, pela primeira vez.
Eu me deixo doer, eu me deixo tentar, eu me deixo existir.
[Verse 2]
A casa cheira a ferro e a chuva que cai de leve pela janela.
Meu pulso desenha mapas que ninguém lê, exceto o relógio que consome segundos.
A escada range como meu pensamento que não quer dormir, não quer desistir.
No espelho, a ferida respira: eu posso acolher a minha própria falha.
[Pre-Chorus]
Sinto o peso da culpa dissolver-se em um fio de ar fresco.
A revelação vem devagar, como o sol que rompe a névoa da manhã.
[Chorus]
Eu me revelo, mesmo quando o medo segura minha mão.
Eu digo que sou fraco e ainda assim fico de pé pra ver o que vem.
Se a noite é um abismo, eu me contrato para saltar, pela primeira vez.
Eu me deixo doer, eu me deixo tentar, eu me deixo existir.
[Bridge]
E se o mundo desabar, eu ainda digo o meu nome em voz baixa.
Eu encontro a força que mora no silêncio, que não pede permissão.
[Chorus]
Eu me revelo, mesmo quando o medo segura minha mão.
Eu digo que sou fraco e ainda assim fico de pé pra ver o que vem.
Se a noite é um abismo, eu me contrato para saltar, pela primeira vez.
Eu me deixo doer, eu me deixo tentar, eu me deixo existir.
[Outro]
Agora o ar parece mais claro, e eu começo a aprender a respirar meu próprio tamanho.