[Intro]
[Verse 1]
Sou eu Benedito, fumaça, sou eu maquinista de trem
Quando fui passando na virada, não temo passar ninguém
Sou o mestre quibandeiro da jurema sagrada, meu sinal é o trem
Quando vim do meu Planalto, o destino não me pede quem errei
[Pre-Chorus]
Mas o peso da história pede cuidado no caminho
Guardião de gerações, lembro o que eu fiz, reavivo o carinho
[Chorus]
Benedito fumaça, sou eu, guardião do trilho a vigiar
Mestre quibandeiro, meu poder é o cuidado ao atravessar
Benedito fumaça, sou eu, maquinista da esperança a conduzir
270 vozes no chão, quem sou eu para deixar alguém a cair?
[Verse 2]
Fiquei marcado, mas não deixo a culpa me definir
Debaixo do trem, segurado, eu aprendi a ouvir
Filha, não tema, sou teu guardião, teu porto, teu respirar
Sou Benedito fumaça, retorno ao trilho para te guiar
[Pre-Chorus]
Histórias que assombram, abrem o pulso do tempo a chorar
Mas a fé no Planalto acende o farol a nos guiar
[Chorus]
Benedito fumaça, sou eu, guardião do trilho a vigiar
Mestre quibandeiro, meu poder é o cuidado ao atravessar
Benedito fumaça, sou eu, maquinista da esperança a conduzir
270 vozes no chão, quem sou eu para deixar alguém a cair?
[Bridge]
Se o medo aparecer, eu volto a falar: não tema, filha, eu sou teu guardião
Entre fumaça e aço, a memória exige cuidado e compaixão
[Chorus]
Benedito fumaça, sou eu, guardião do trilho a vigiar
Mestre quibandeiro, meu poder é o cuidado ao atravessar
Benedito fumaça, sou eu, maquinista da esperança a conduzir
270 vozes no chão, eu carrego a lembrança para não se repetir
[Outro]
Sou Benedito fumaça, o caminho fica claro quando eu volto a guiar
Sou teu guardião, tua história, tua força pra continuar