[Verso 1]
Eu vim do fundo da noite calada
com cicatriz escondida na alma cansada
mas hoje a voz sai levantada
como tempestade depois da madrugada
Já fui silêncio, sombra e ruína
hoje o peito quer luz por cima
há uma força antiga que me domina
como coro aceso dentro da neblina
[Pré-Refrão]
E quando eu grito
o mundo inteiro vibra
porque há dores que só saem
quando a alma canta viva
[Refrão]
Ohhhhhh…
leva-me alto até tocar o céu
com mil vozes dentro do peito meu
Ohhhhhh…
faz o chão todo estremecer
como um coração gigante a renascer
[Verso 2]
Há fogo santo na respiração
cada batida parece explosão
e no meio desta imensidão
eu transformo medo em elevação
Mãos ao alto, olhos fechados
sentimentos todos libertados
e os fantasmas que andavam calados
agora cantam comigo lado a lado
[Ponte]
Vozes sobem…
como maré em combustão
harmonias abertas
a atravessar o coração
[Outro]
E se a alma tiver um som
deve soar assim…
grande
viva
e sem fim