[Intro]
No cais da manhã, o sal no ar confunde o peito
[Verse 1]
Pé na areia, observo o oceano tão antigo
As luzes vermelhas caem como lembranças na pele
Adormeci em lençóis de carência, sem abrigo
Acordei com a brisa da saudade, fria e breve
Banho de água fria, vestindo indiferença
Para não ver o que o coração insiste em dizer
[Pre-Chorus]
A verdade surgiu sem pedir licença
Cruel, declarada na madrugada sem pressa
[Chorus]
Você aparece assim, cruel na neblina do amanhecer
As lágrimas tentam sair, mas vão se esconder
O brilho vermelho na imagem não deixa mentir: eu sei
O que sou diante do que você foi
[Verse 2]
Tentei negar, neguei o que era tão claro
Mas o reflexo da água repete o meu retrato
Dor que cai sem pedir permissão
Morando no peito, em silêncio que não volto a calar
[Pre-Chorus]
A verdade cortante corta a névoa
Cruel, declarada sem pedir meu consentimento
[Chorus]
Você surge assim, crueldade vestida de maresia
As lágrimas lutam, mas escolhem ficar quietas
O vermelho na tela denuncia minha própria falha
Eu aceito a lealdade do silêncio que não perdoa
[Bridge]
Se a noite me chama, eu sigo com o que é meu
Entre espuma e lembrança, encontro meu jeito
[Chorus]
Você vem, eu visto a coragem que ainda não tem nome
As lágrimas saem, e eu deixo elas aprenderem a andar
O oceano guarda aquela cor de começo e fim
E eu fico, olhando o que a saudade já sabe
[Outro]
O vento leva o que não disse, e a maré fica comigo