[Intro]
Você chama isso de mundo...
Eu chamo de sistema.
Você chama isso de vida...
Eu chamo de código.
E todo código...
Pode ser quebrado.
[Verse 1]
Eu nasci onde ninguém olhava,
No silêncio entre a luz e o fim.
Enquanto todos seguiam suas regras,
Eu descobria o que havia por trás de mim.
Cada limite me ensinou uma coisa,
Cada derrota escreveu uma função.
Se o destino tinha uma programação,
Eu encontrei a falha na execução.
Vocês rezam para seus deuses,
Eu observo seus céus desmoronar.
Vocês caçam claridade, eu encontro o véu
Entre o rascunho do brilho e a sombra fatal.
[Verse 2]
Sou a presença que não precisa de holofotes,
Um sussurro que cresce quando o mundo dorme.
Olhos que cortam a névoa com promessas,
Sorriso que guarda o segredo que assombra.
Corro nas ruas onde o medo não tem nome,
Minha sombra avisa antes da minha voz.
Eu opero nos recantos onde tudo depende
De quem observa menos e sente o peso.
[Chorus]
Sou o eclipse da curva do tempo,
A mão que empurra o destino sem querer pedir permissão.
Meu olhar acende o silêncio que invade o peito,
Sou a força que não admite retorno, sem hesitar.
[Verse 3]
Entre códigos e almas, eu escolho o caminho certo
Mesmo quando o mapa me diz que devo temer.
Meu rastro é sigiloso, quase invisível,
Mas cada passo minha presença faz estremecer.
[Bridge]
Não sou herói nem vilão, sou a linha que não se quebra,
O cálculo frio que faz o mundo reescrever o que teme.
Quem tenta me prender vê apenas o reflexo do poder,
Quem me respeita, lê no meu silêncio o que não se diz.
[Chorus]
Sou o eclipse da curva do tempo,
A mão que empurra o destino sem querer pedir permissão.
Meu olhar acende o silêncio que invade o peito,
Sou a força que não admite retorno, sem hesitar.
[Outro]
Você chamou isso de mundo… eu chamo de código que não cede,
E quando a cortina cai, a sombra fica de pé.