*(Verso 1)*
Acordo cedo, mas não sinto nada,
o dia começa antes de eu chegar.
Rostos passam, ninguém repara…
e eu também já não sei reparar.
Relógio corre, eu vou atrás,
sem saber bem pra onde ir,
é tudo certo, tudo no lugar…
mas falta qualquer coisa aqui.
*(Verso 2)*
Conversas feitas, respostas prontas,
sorrisos só pra encaixar,
há tanta gente à minha volta…
e mesmo assim, sem ninguém pra falar.
E eu pergunto, sem dizer em voz,
se alguém sente o mesmo que eu…
ou se sou só eu que estou acordado
num mundo que adormeceu.
*(Refrão)*
Dias iguais… a passar por mim,
como se eu fosse só mais um aqui.
Tudo acontece, mas não fica em mim…
é como viver… sem estar ali.
Dias iguais… sem começo nem fim,
sem algo que me faça sentir assim…
que estou vivo, mesmo a sério,
e não só a existir até ao fim.
*(Ponte)*
E se eu parar por um segundo só…
e não seguir o que esperam de mim?
Será que o mundo muda assim…
ou sou eu que começo, finalmente, a existir?
*(Final)*
Talvez a vida não esteja perdida,
talvez eu é que me afastei de mim…
e no meio de tantos dias iguais…
ainda haja um diferente… à espera de mim.