[Intro]
Passos na poeira, nomes que se repetem na brisa
Ritmo de casa antiga, memória que ainda avança
[Verse 1]
Abdul, Manuel, Rassul, nomes que o vento sussurra
Entre curoras e museiros, a cura não demora
Estrada que abre o peito, curva de esperança pura
Caminhos que se cruzam, identidade que aflora
[Chorus]
Nomes na estrada, imagens de cura, seguimos juntos
Lugares que nos lembram quem somos, nos unimos num pulso
Curora, museiro, culaga, crença que não se apaga
Movimento constante, somos um, a jornada não nos chega
[Verse 2]
Memória guardada na palma da mão, segue o passo
Comunidade que se levanta, na noite o segredo é abraço
Ruas de terra viram mapa do nosso pacto
Cultura que se encontra, sempre a querer mais laço
[Chorus]
Nomes na estrada, imagens de cura, seguimos juntos
Lugares que nos lembram quem somos, nos unimos num pulso
Curora, museiro, culaga, crença que não se apaga
Movimento constante, somos um, a jornada não nos leva sozinho
[Bridge]
Entre o sussurro do passado e o amanhã que respira
A gente canta em coro, a memória não delira
Unidos pelo fio que atravessa o sertão inteiro
Identidade que se faz, outro mundo inteiro
[Chorus]
Nomes na estrada, imagens de cura, seguimos juntos
Lugares que nos lembram quem somos, nos unimos num pulso
Curora, museiro, culaga, crença que não se apaga
Movimento constante, somos um, a jornada não nos leva sozinho
[Outro]
Que o caminho permaneça aberto, calo a dor com o som
Somos muitos, somos um, na estrada que nos chama para o chão