[Intro]
Ritmo sincopado, batuque no peito do acaso
Percussão que desenha o ar, puxa a memória para o abraço
[Verse 1]
Pandeiros contam histórias da praça, o ritmo gira sem pressa
Caxixis riscam o tempo, tambores acordam a floresta
Baixo grave acalma a água que corre entre as pedras
Chimbal marca o passo, o corpo inteiro reconhece a festa
[Chorus]
Coração de tambor, pulsa no compasso do chão
Vento que atravessa rima, acorda a pele com a mão
Linha de baixo, batida viva, memória em movimento
Mundo em volta—uma imagem sonora, inteiro sentimento
[Verse 2]
Surdo responde ao céu, reverberando esperança
Berimbau sussurra uma dança que não cansa
Guiados pela raiz, conectamos passado e amanhã
O calor do instrumento acende a narrativa humana
[Bridge]
Grão a grão, as congas desenham galerias de som
Sons que conversam com o silêncio, abrindo o tom
[Chorus]
Coração de tambor, pulsa no compasso do chão
Vento que atravessa rima, acorda a pele com a mão
Linha de baixo, batida viva, memória em movimento
Mundo em volta—uma imagem sonora, inteiro sentimento
[Outro]
Ouvem-se ecos de vila, rios de palmas em ascensão
A cidade respira em ritmos que vêm da canção