O motor ruge baixo, mas meu peito faz mais barulho,
Te vendo encostada na porta, desarmando meu orgulho.
Esse seu jeans apertado é um convite pro pecado,
E eu já decidi que hoje ninguém sai ilhado.
Me ama como se o mundo fosse acabar na próxima esquina,
Como se a gente fosse a pólvora e o quarto a gasolina.
Quero o gosto do seu hálito misturado com o meu,
Sentir o calor da sua pele provando que o que é seu é meu.
Esquece as regras, os modos e o que é direito,
Vem traçar o caminho do meu corpo com o seu peito.
Eu quero seus dedos cravados, buscando meu ar,
Quero o som do seu prazer me ensinando a te amar.
Sua alma é o mistério que eu quero desvendar,
Mas seu corpo é o território onde eu vou me embriagar.
Teus toques são faíscas, seu beijo é o rastilho,
Na penumbra desse quarto, você é o meu brilho.
Me aperta, me morde, me tira do chão,
Faz da minha sanidade sua maior diversão.
Não quero promessas, quero a entrega absoluta,
Nessa noite de caça, onde a gente se desfruta.
Enrosca suas pernas, me mostra o seu fogo,
Eu sou seu refém e seu mestre nesse jogo.
Me ama como nunca ninguém se atreveu a tentar,
Até a gente se perder e não querer mais voltar.