[Intro]
Sombras na casa, um silêncio que lateja
A noite sussurra segredos que ninguém acredita
[Verse 1]
Henry olha o lado seco, a barra que brilha demais
O presságio bate forte, o coração traz sinais
Cava no peito do silêncio, o chão mancha de temor
O escritório volta a responder com sangue e ardor
[Chorus]
Não é só memória que insiste em falar
É o eco de uma casa que sabe onde vai morar
Cenas se revelam, entre o real e o pesar
O passado retorna pra vencer o que não quer calar
[Verse 2]
Gavetas abertas, foto antiga do corredor de hospital
Santem, o nome ronda, um rosto que não quer calar
Ele digitaliza sombras, monta cenas sem fim
A boneca na imagem, o fantasma começa a surgir enfim
[Pre-Chorus]
Katrin se aproxima, pela sombra, sem fazer barulho
O espectro observa a mão que não pára de procurar
[Chorus]
Não é só memória que insiste em falar
É o eco de uma casa que sabe onde vai morar
Cenas se revelam, entre o real e o pesar
O passado retorna pra vencer o que não quer calar
[Bridge]
Entre o que é visível e o que fica escondido
Henry luta com o desejo que não pode conter
A tela respira imagens de um segredo perdido
E o corredor inteiro parece novo amanhecer
[Chorus]
Não é só memória que insiste em falar
É o eco de uma casa que sabe onde vai morar
Cenas se revelam, entre o real e o pesar
O passado retorna pra vencer o que não quer calar
[Outro]
E o teclado ainda ecoa, mãos mergulhadas de lembrança
A casa respira fundo, aceitando a dança da lembrança