[Verse 1]
Na comunidade Cuminho a maré subiu sem avisar,
Entrou nas casas, levou o nosso lar,
É o caos nas ruas, difícil de viver,
E o povo esquecido sem ter pra onde correr.
[Chorus]
É descaso, é dor, é a gente a gritar,
Enquanto a maré insiste em voltar,
Cadê quem devia vir socorrer?
O Cuminho só quer dignidade pra viver!
[Verse 2]
Os sonhos que foram ancorados viraram tempestade,
Os postes sem luz brilham na escuridão da cidade,
Resistimos juntos, com coragem, com verdade,
Buscando apoio, respeito e dignidade.
[Chorus]
É descaso, é dor, é a gente a gritar,
Enquanto a maré insiste em voltar,
Cadê quem devia vir socorrer?
O Cuminho só quer dignidade pra viver!
[Bridge]
Não é sorte, é esquecimento que nos destrói,
Quem deveria cuidar continua a não ouvir, sem dó nem fio,
Mas nos levantamos, de pé, tomamos o caminho,
Com a coragem de quem não desiste do nosso brilho.
[Chorus]
É descaso, é dor, é a gente a gritar,
Enquanto a maré insiste em voltar,
Cadê quem devia vir socorrer?
O Cuminho só quer dignidade pra viver!
[Outro]
Que a voz que clama não se apague, que a fé não se vá,
Que a cidade se levante e o cuidado chegue pra já.