[Intro]
Caminho devagar pela casa, o dia ainda acorda.
Um instante em silêncio, o mundo quase respira comigo.
[Verse 1]
No café que perfuma a mesa, o tempo se arruma em alvorada,
O sorriso de quem chega lateja na voz do talvez, do agora.
A chaleira canta histórias simples, doçura que não precisa de roteiro,
E o meu coração nota: o comum, quando olha, fica inteiro.
[Chorus]
Pequenos raios na janela, brilho que não se apressa,
É a mão que aperta outra mão, é a risada na sobremesa.
O cotidiano se veste de festa quando olhamos de leve,
E transforma o comum em magia que cabe dentro da gente.
[Verse 2]
Roupas batem na máquina, a casa canta permissão para ficar,
Recebemos o dia com silêncio que sabe ouvir o par de passos no andar.
A rua passa devagar, histórias entrelaçadas no passo comum,
E cada detalhe simples vira milagre quando o coração vê junto.
[Chorus]
Pequenos raios na janela, brilho que não se apressa,
É a mão que aperta outra mão, é a risada na sobremesa.
O cotidiano se veste de festa quando olhamos de leve,
E transforma o comum em magia que cabe dentro da gente.
[Bridge]
Se o dia parece cinza, eu volto a respirar tranquilamente,
Porque o suficiente já cabe em um sorriso de presente.
[Chorus]
Pequenos raios na janela, brilho que não se apressa,
É a mão que aperta outra mão, é a risada na sobremesa.
O cotidiano se veste de festa quando olhamos de leve,
E transforma o comum em magia que cabe dentro da gente.
[Outro]
E assim sigo, encontrando o extraordinário no simples, sempre que acordo.