[Intro]
Luminosidade do crepúsculo cai sobre a coroa de fogo
O trovão do silêncio acompanha o passo do solitário rei
[Verse 1]
Eu sou o dragão de escarlate e sombra, guardião de ossos e de vento
Comanda os soldados que não há carne para lembrar seu nome
Seus olhos secam o lago onde a memória ainda brilha
No peito, só resta o peso de um reino que não posso largar
[Pre-Chorus]
O mundo treme, as lâminas de gelo curvam-se à minha vontade
Mas a minha voz chora o custo de uma glória sem abrigo
[Chorus]
Eu sou o poder que não encontra repouso
Apenas o vazio me responde quando grito meu decreto
Em minha solidão, eu mando e levo ao deserto
Meu império é sombra, minha sombra é meu alento
[Verse 2]
Do Vazio vem o dragão negro, rival silencioso do meu lume
Ele dita a noite que me supera, no vazio encontro o meu fim
Os mortos acordam como meu exército, mas não abrem meus olhos
A cada conquista, a sombra cresce, a solidão faz morada
[Pre-Chorus]
Os ciclos me cercam, reinos caem sem verem meu rosto
E ainda assim a supremacia cobra o meu último passo
[Chorus]
Eu sou o poder que não encontra repouso
Apenas o vazio me responde quando grito meu decreto
Em minha solidão, eu mando e levo ao deserto
Meu império é sombra, minha sombra é meu alento
[Bridge]
Se eu cair, quem herdará meu silêncio? Quem ouvirá minha voz?
O Vazio sussurra que tudo é transitório, até mesmo o calor
[Chorus]
Eu sou o poder que não encontra repouso
Apenas o vazio me responde quando grito meu decreto
Em minha solidão, eu mando e levo ao deserto
Meu império é sombra, minha sombra é meu alento
[Outro]
E quando o último eco se apagar, restará apenas o rei sem coroa
Um reino que ficou para trás, onde a escuridão ainda governa