[Intro]
Violoncelo alone, baixo e grave, um suspiro que não passa.
[Verse 1]
Sob o peso do mundo, suor de sangue na pele da figura solitária,
o peso invisível de pecados que não se podem carregar.
Oliveiras retorcidas sussurram como correntes no chão,
ecoando o silêncio de uma multidão que ruge e se cala.
[Pre-Chorus]
Coro de graves respira junto, um pulso que se compõe de cinza.
[o vento], o ar se aperta, a terra parece estremecer.
[Chorus]
Lento, pesado, marcha de dor no peito do mundo,
ecoando entre os dedos do céu que se fecha.
Silêncio breve, respira profundo o chão que treme,
e a agonia se alonga na pele da cidade.
[Verse 2]
O Caminho Doloroso: o metal rangindo, a madeira áspera da cruz,
o esforço extremo da carne, o cansaço sem fim.
A crueldade da multidão, o silêncio que a vítima faz seu abrigo.
[Pre-Chorus]
Coro de graves respira, sombra que se dobra, estende-se.
O dia se tinge de chumbo, o céu escurece como véu.
[Chorus]
Lento, pesado, marcha de dor no peito do mundo,
ecoando entre os dedos do céu que se fecha.
Silêncio breve, respira profundo o chão que treme,
e a agonia se alonga na pele da cidade.
[Bridge]
O som do metal, o toque áspero da madeira, a pele que arde,
explosões de sentimento rasgam a pele da noite.
Sussurros etéreos cortam o peso, pausas que cortam o ar.
[Chorus]
Lento, pesado, marcha de dor no peito do mundo,
ecoando entre os dedos do céu que se fecha.
Silêncio breve, respira profundo o chão que treme,
e a agonia se alonga na pele da cidade.
[Outro]
Violoncelo desce ao silêncio, coro se cala, a terra respira fundo,
e o peso invisível permanece, como uma cruz no chão.