[Verso 1]
Luzes cortadas pela madrugada
cidade viva mas alma isolada
eu e os meus pensamentos na estrada
com a mente acesa e a pele gelada
Há qualquer coisa no ar desta noite
tipo vertigem antes do açoite
o coração bate tão forte
que até o silêncio perde o norte
Copos vazios, fumo suspenso
olhares rápidos, desejo intenso
e eu perdido nesse momento denso
entre paz rara e colapso imenso
[Refrão]
Sinto o corpo leve
mas o peito pesado
como quem encontrou o céu
num mundo descontrolado
E por segundos
tudo faz sentido
o caos, a dor
e o caminho percorrido
[Verso 2]
Ela dança lenta na luz vermelha
movimentos suaves tipo centelha
e eu preso nessa atmosfera velha
de quem vive à beira da própria guerra
Bass profunda a rasgar o chão
kick seca tipo combustão
e o meu sangue em aceleração
como motor sem travão
Há noites que parecem eternidade
mistura de loucura e liberdade
e talvez seja essa intensidade
que me mantém vivo na realidade
[Outro]
Porque há momentos tão fortes…
que parecem maiores
do que a própria vida