[Intro]
Quase solta a brisa, chegou a estação das cores
Os campos cantam baixo, sob as luzes das primeiras flores
[Verse 1]
Vejo luzes no céu, não são nuvens, são engenhos de luar
Aliens dizem oi com sorrisos que sabem o meu lugar
É primavera, mas o ar cheira a destino e a combustão
Eles trazem mapas de bora, mapa de outra constelação
[Pre-Chorus]
Mas o pulso da Terra ainda bate, insiste em florescer
Quem diria que o fim do mundo pode aprender a viver
[Chorus]
Basta um beijo de outono no pescoço da cidade
Refrão que fica, fica, fica na cabeça de verdade
Voe, eu e você, pro lado de lá da estação
Quando o céu cai, a gente acorda em outra direção
[Verse 2]
Eles desembarcam com vitrines de futuro em mãos
Prometem paz entre crateras e canções de algodão
As árvores dançam, os rios repetem a nossa canção
E o mundo, mesmo acabando, escolhe uma nova estação
[Pre-Chorus]
Se a chuva de cometas quiser apagar a cidade
Nós temos as sementes, a memória, a vontade de acordar
[Chorus]
Basta um beijo de outono no pescoço da cidade
Refrão que fica, fica, fica na cabeça de verdade
Voe, eu e você, pro lado de lá da estação
Quando o céu cai, a gente acorda em outra direção
[Bridge]
Se o fim é brisa, que seja suave e doce
Se o fim é começo, que seja doce como um pouso
[Chorus]
Basta um beijo de outono no pescoço da cidade
Refrão que fica, fica, fica na cabeça de verdade
Voe, eu e você, pro lado de lá da estação
Quando o céu cai, a gente acorda em outra direção
[Outro]
Primavera, aliens, fim do mundo e o amor que não se cala
A vida insiste, e o refrão permanece na escuta da fala