[Intro]
Coração na beira da rua, onde o vidro quebra o silêncio
Vou contando o que a cidade tenta esconder, sem beijo nem dispensa
Recife respira cada esquina, cada história que insiste
A periferia não cala, a luta não desiste
[Verse 1]
Nas creches vazias, mães solos dobram o tempo
Cuidam do futuro com mãos cansadas, sem vento
Promessas de saneamento viram promessas de aluguel
A cidade fala alto, mas o cheiro é de rejeição
[Pre-Chorus]
Eu observo, eu denuncio, sem romantizar a dor
Não é lirismo, é sobrevivência que tem cor
[Chorus]
Cidade do caos, promessas que não chegam
Nós seguimos em frente, sem perder a verge
Vozes da periferia, rima com resistência
A cada esquina, um futuro que não se esquece
[Verse 2]
Jovens em risco, olhares que não mentem
Vidas que pesam na balança entre violência e estilhaços de arame farpado
Prefeitos na lupa, promessas que não cumprem a hora
A cidade diz que cuida, a gente sabe onde dói
[Pre-Chorus]
Eu observo, eu denuncio, sem romance da dor
Não é fantasia, é o peso do real que tem cor
[Chorus]
Cidade do caos, promessas que não chegam
Nós seguimos em frente, sem perder a verge
Vozes da periferia, rima com resistência
A cada esquina, um futuro que não se esquece
[Bridge]
Mães que acordam com o grito do aluguel e da escola que não abre
Comunidade costura os buracos, memória que não cabe
Não é sentimentalismo, é estratégia de sobrevivência
A cidade pode ficar muda, a gente responde com resistência
[Chorus]
Cidade do caos, promessas que não chegam
Nós seguimos em frente, sem perder a verge
Vozes da periferia, rima com resistência
A cada esquina, um futuro que não se esquece
[Outro]
Se o mapa diz desastre, a gente faz rota de encontro
Entre saneamento ausente e sonhos adiantando o coro
Periferia não cala, a vida insiste, não se vence sem apoio
Recife acorda: resistência que não se cala, agora e sempre