[Intro]
Silêncio inquietante. Um rugido distante ricocheta nas paredes da noite.
[Verse 1]
Sombras na carcaça de aço, respira—Vinícius.
Piso treme sob rodas que não pertencem a este mundo.
VOZ FOSCA: VOCÊ NÃO PODE FUGIR...
Ecos de motor, um coro de frias lâminas de ar.
EU CONTROLO TODOS ELES...
NINGUÉM ESCAPA... tudo se curva no escuro.
[Pre-Chorus]
A asa do terror corta o céu, e o chão parece um labirinto de vidro.
[Chorus]
OS VEÍCULOS SÃO MEUS... chacoalham como predadores em silêncio.
VOCÊ OUVIU O MOTOR? ele sussurra atrás de você.
CORRA... ENQUANTO PODE.
EU ESTOU OBSERVANDO... cada fresta do ângulo da sua respiração.
[Verse 2]
Uma horda de correntes de ar gira, cortando a noite em lâminas.
VIRÁVEL, frio, a entidade que dirige a escuridão sobre a terra.
VOCÊ NÃO PODE FUGIR...
OS VEÍCULOS SÃO MEUS... mesmo quando a luz falha.
NINGUÉM ESCAPA... do olho que não dorme.
[Bridge]
Airadas vozes mecânicas sussurram de dentro das tomadas.
EU CONTROLO TODOS ELES... os silêncios entre os motores.
MAS EU NÃO POSSO CONTROLAR... OS QUE ESTÃO NO MAR.
[Chorus]
OS VEÍCULOS SÃO MEUS... sussurros que rasgam a pele.
VOCÊ OUVIU O MOTOR? responde a noite.
CORRA... ENQUANTO PODE.
EU ESTOU OBSERVANDO... cada convulsão de metal.
[Outro]
Aquieta-se o vento, mas o fio do medo ainda estala.
Mas eu não posso controlar... os que estão no mar.
Silêncio. A última fresta de grito vacila, se desfaz, e fica apenas eco...