[Intro]
Canta o vento, canta o chão do sertão
A chuva chega lenta, lavando a aflição
[Verse 1]
No terreiro, o tempo parece respirar
Pastos da memória que o morro quer guardar
Amores simples, sem luxo, na beira do arado
Risos que brotam como as primeiras gotas do aguado
[Pre-Chorus]
Quando o céu se abre, eu sinto o chamado
A água cai macia, o mundo fica renovado
[Chorus]
Saudade do tempo que a casa era nossa fortaleza
A chuva traz promessa, planta força na natureza
Coração de gente firme, de fé sincera e clara
Vozes que se encontram na água, na terra que ampara
[Verse 2]
O riacho canta baixinho, revela seu segredo
Que o melhor do viver não mora no dinheiro
É o abraço que não falha, é a mão que sustenta
É a paz que vem do peito, é a vida que se contenta
[Pre-Chorus]
Nesse chão que acolhe, a esperança é raiz
O cheiro da terra diz: aqui é onde eu cresci
[Chorus]
Saudade do tempo que a casa era nossa fortaleza
A chuva traz promessa, planta força na natureza
Coração de gente firme, de fé sincera e clara
Vozes que se encontram na água, na terra que ampara
[Bridge]
Se a seca volta, a gente já sabe esperar
Cada gota é memória que insiste em ficar
[Chorus]
Saudade do tempo que a casa era nossa fortaleza
A chuva traz promessa, planta força na natureza
Coração de gente firme, de fé sincera e clara
Vozes que se encontram na água, na terra que ampara
[Outro]
E quando o céu sorri, a palma da mão agradece
Que a vida simples no sertão floresce e fortalece