[Intro]
Bafos no ar, máscara de ouro cai
O chão treme quando ele tenta brilhar
[Verse 1]
Ele ergue a taça, diz que manda no ritual
Mas o reflexo na espuma revela o que é real
Fala alto, a plateia ri, o silêncio está na cara
Quem observa sabe: é vaidade que se prepara para a mira
[Pre-Chorus]
A noite ferve, faróis apontam sem autorização
O ego dança na fogueira, tentando moldar a multidão
[Chorus]
Ganha aplausos de plástico, cobra sorrisos de poder
Mas a alma fica vazia, não há o que se defender
Quem não tem mérito apaga as vozes que vão dizer
Que o rei sem coroa é quem sabe reconhecer
[Verse 2]
Conversa nas rodas, promessas que não vão chegar
O medo é marinho, a maré vem pra derrubar
Ele mira os corpos, a dança é de quem quer dominar
Mas o chão da festa cobra quem não sabe amar
[Pre-Chorus]
Os tambores denunciam, batem pedras no caminho
A máscara racha, o glamour perde o seu brilho
[Chorus]
Ganha aplausos de plástico, cobra sorrisos de poder
Mas a alma fica vazia, não há o que se defender
Quem não tem mérito apaga as vozes que vão dizer
Que o rei sem coroa é quem sabe reconhecer
[Bridge]
Quando a verdade se ergue, o eco não mente
A multidão aponta o vazio que a vaidade consente
[Chorus]
Ganha aplausos de plástico, cobra sorrisos de poder
Mas a alma fica vazia, não há o que se defender
Quem não tem mérito apaga as vozes que vão dizer
Que o rei sem coroa é quem sabe reconhecer
[Outro]
Que cai a máscara, que viva a verdade sem freio
A festa se transforma, e o verdadeiro vale o próprio povo