[Intro]
Brisa de rua, miados no ar, passos de vento na calçada.
[Verse 1]
Entre prédios e beiras, ele pisa com patas de pêssego,
memórias em bigodes; cada esquina é um pequeno segredo.
Gota de chuva no focinho, cheiro de pão quente na praça,
ele ri com os olhos de quem sabe onde a comida mora.
[Pre-Chorus]
A curiosidade é o mapa, a liberdade é o sol no muro,
cada ruína vira mapa do tesouro, cada sombra, um doce futuro.
[Chorus]
Estou olhando o gato que vive entre ruas e lares,
eencontros simples, histórias de amores de achados e roteiros.
Memórias que sobem pelo corpo, ronronando lembranças, livres no peito,
liberdade que dança nos bigodes, no balanço do passo curto.
[Verse 2]
Ele encontra gente: um carteiro que ri, uma menina com flu, uma senhora que canta,
pequenas aventuras: um aquário de poças, um telhado com vista para o luar.
A cada pulo, uma memória que volta como vaga-lume de noite; ele anota com o rabo.
[Pre-Chorus]
Os cheiros contam histórias: forno, tinta, chuva no beiral, roupa lavada.
A cidade é um livro aberto, e ele lê em cada dobra da calçada.
[Chorus]
Estou olhando o gato que vive entre ruas e lares,
encontros simples, histórias de amores de achados e roteiros.
Memórias que sobem pelo corpo, ronronando lembranças, livres no peito,
liberdade que dança nos bigodes, no balanço do passo curto.
[Bridge]
Pode parecer que ele some, mas ele fica no vento, na porta entreaberta,
no silêncio que antecede o latido do sonho, na rima do being true.
[Chorus]
Estou olhando o gato que vive entre ruas e lares,
encontros simples, histórias de amores de achados e roteiros.
Memórias que sobem pelo corpo, ronronando lembranças, livres no peito,
liberdade que dança nos bigodes, no balanço do passo curto.
[Outro]
E quando a noite cai, ele sussurra: “eu sou casa também, daqui a pouco volto”.