*(Verso 1)*
Tenho medo, não escondo,
de amar e não ser o certo,
de dar tudo outra vez
e acabar de novo no deserto.
Penso mais do que falo,
sinto mais do que mostro,
já calei tanta coisa
pra não pesar no outro.
*(Verso 2)*
Chamam estranho ao meu jeito,
ao silêncio que escolhi,
mas foi o mundo, aos poucos,
que me fez ficar assim.
Já confiei e perdi,
já fiquei sem direção,
hoje ando mais sozinho,
mas ainda com coração.
*(Refrão)*
Não é defeito — é defesa de mim,
foi assim que eu sobrevivi até aqui.
Se eu me afasto, não é por não sentir,
é só o meu coração a tentar não cair.
Ainda acredito, mesmo com medo,
mesmo em silêncio, eu sigo inteiro…
e se o amor não for pra mim,
eu aprendo a ser casa dentro de mim.
*(Ponte)*
Mas se um dia alguém ficar,
sem pressa de me mudar,
talvez eu deixe ver…
que por trás de tudo isto
ainda existe alguém
com vontade de viver.
*(Refrão Final)*
Não é defeito — é tudo o que fui,
cada pedaço que a dor construiu.
Sou estranho, talvez, mas sei quem sou…
e no meio de tudo, o amor não morreu.