[Prólogo]
Antes dela,
ele era apenas guerra.
Antes dele,
ela era apenas silêncio.
Mas o destino, às vezes,
escreve romances até mesmo nas terras destruídas pela dor.
[Verso I]
As montanhas choravam névoa naquela manhã cinzenta.
Corvos riscavam o céu
Enquanto soldados recolhiam os vestígios da batalha.
Entre espadas quebradas e cinzas,
Caminhava o homem conhecido como o General Sombrio.
Sua armadura negra carregava marcas de sangue,
E seus olhos já não procuravam esperança em lugar algum.
Ele havia vencido guerras…
Mas perdido a si mesmo em cada uma delas.
Então ele a viu.
Parada diante do precipício,
Vestida em azul celestial,
Como se tivesse sido criada pela própria aurora.
Atrás dela, um dragão azul serpenteava entre as nuvens,
Majestoso e eterno,
Como um espírito guardião dos céus antigos.
[Pré-Refrão]
E naquele instante,
O mundo pareceu esquecer o caos.
Porque algumas pessoas
Não entram em nossas vidas…
Elas mudam o curso delas.
[Refrão]
Ela o olhou
Como ninguém jamais olhou.
Sem medo.
Sem julgamento.
E o homem que sobrevivera a mil batalhas
Sentiu o coração tremer diante de uma única mulher.
Ela era calma em meio à tempestade.
Ele era fogo tentando não se apagar.
E juntos,
Tornaram-se algo que o destino jamais poderia destruir.
[Verso II]
Os dias passaram como canções suaves ao vento.
Ela o guiava por florestas de cerejeiras,
Onde pétalas rosas dançavam como pequenos sonhos perdidos.
Ele a observava em silêncio,
Tentando compreender como alguém tão gentil
Ainda conseguia existir em um mundo tão cruel.
À noite, sentavam-se perto do lago sagrado.
O dragão azul repousava atrás deles,
Enquanto as estrelas refletiam sobre a água imóvel.
— “Por que ainda sorri?”
Ele perguntou certa vez.
Ela o encarou serenamente.
— “Porque mesmo depois da escuridão…
O céu sempre encontra uma forma de amanhecer.”
E pela primeira vez em anos,
Ele sorriu também.
[Ponte]
Mas o amor nunca floresce sem provações.
Quando os antigos reinos voltaram à guerra,
O Gene