[Intro]
Tempo na madeira, o peso do tempo em cada fresta.
Memória respira entre as linhas do vinil e do papel.
[Verse 1]
Em uma mesa de madeira, fotos coladas com cuidado,
Recortes suaves de um verão antigo me dão o fôlego do passado.
O cheiro de cola, de tinta, de chuva na calçada,
Faíscas de lembranças que o toque guarda na palma da mão.
Um sorriso que cabe em quatro cantos da casa,
Ruas que ainda cabem no bolso da lembrança que não amadurece.
[Pre-Chorus]
Cada recorte é um passo que volta, volta devagar,
A sala fica menor, mas o peito começa a expandir.
[Chorus]
Revirar o álbum é renascer, é aprender a suspirar de novo,
Ver o tempo como um rio que ainda cabe em minhas mãos.
Cheiro de café quente, vento que atravessa a janela,
E o peito encontra abrigo onde a mudança sussurra “eu sou capaz”.
[Verse 2]
Entre as bordas amareladas, surgem mãos de quem já não está,
Mas o abraço deles volta vivo quando eu os abraço na lembrança.
Cenários que mudam: a cidade pintando novas cores,
Construções de esperança sobre as rachaduras do ontem.
Um passado que fecha ciclos, abre portas para o agora,
O toque de alguém que reconcilia o silêncio que ficou.
[Pre-Chorus]
Cada foto é uma ponte sobre o que ficou para trás,
E o coração aprende a atravessar sem medo.
[Chorus]
Revirar o álbum é renascer, é aprender a suspirar de novo,
Ver o tempo como um rio que ainda cabe em minhas mãos.
Cheiro de café quente, vento que atravessa a janela,
E o peito encontra abrigo onde a mudança sussurra “eu sou capaz”.
[Bridge]
Figuras de papel se abraçam com o presente, reconstruindo a luz,
O passado ensina que há perdão no espaço entre o nós e o nós.
[Chorus]
Revirar o álbum é renascer, é aprender a suspirar de novo,
Ver o tempo como um rio que ainda cabe em minhas mãos.
Cheiro de café quente, vento que atravessa a janela,
E o peito encontra abrigo onde a mudança sussurra “eu sou capaz”.
[Outro]
Na mesa que guarda memórias, o tempo sorri e se reconcilia,
Cada recorte é um abraço que não termina, apenas muda de lugar.