[Intro]
Sinta o tambor batendo no peito da praça, o ar tem cheiro de casa velha
Vozes entrelaçadas como cordas, cada rosto carrega uma história que não termina
[Verse 1]
No ritmo das mãos, o mutambo começa a cantar
Histórias de trabalho que o chão sabe guardar
Entre fios e esperança, a cidade se faz lembrar
Mutambeiras ergem o tempo, sem deixar o sonho virar metal
[Pre-Chorus]
Somos força que não se dobra, seguimos o cheiro da memória
Entre lutas e risos, há fé que não encerra a história
[Chorus]
Somos a memória que insiste em ficar, a voz da esquina que não quer calar
No suor compartilhado, aprendemos a voar sem largar o chão
O nosso rumo é coletivo, a gente sabe onde vai chegar
[Verse 2]
Cenas do cotidiano: panelas, bordas de madeira, o riso da criançada
Histórias de agência, de escolher o amanhã pela mão dada
Dilemas morais pesam, mas a coragem escolhe o lado da verdade
Resistência que acolhe, identidade que não se desfaz
[Pre-Chorus]
Somos força que não se dobra, seguimos o cheiro da memória
Entre lutas e risos, há fé que não encerra a história
[Chorus]
Somos a memória que insiste em ficar, a voz da esquina que não quer calar
No suor compartilhado, aprendemos a voar sem largar o chão
O nosso rumo é coletivo, a gente sabe onde vai chegar
[Bridge]
E quando a noite cai, as mãos ainda trabalham com o sonho na palma
A história é nossa, a cidade respira com a gente, a alma não se acalma
[Chorus]
Somos a memória que insiste em ficar, a voz da esquina que não quer calar
No suor compartilhado, aprendemos a voar sem largar o chão
O nosso rumo é coletivo, a gente sabe onde vai chegar
[Outro]
Que o espaço conjunto nos guie, que o orgulho da origem nunca acabe
Mutambeiras, presença viva, memória que acompanha o caminho que cabe na praça