Nos teus folhos deixo o nome,
sem ruído, sem lugar,
como a lua deixa prata
sobre o corpo do mar.
Trago a noite nos bolsos,
trago o tempo por desfazer,
e em cada dobra dos teus olhos
há um mundo por caber.
Teus folhos...
onde o silêncio floresceu.
Teus folhos...
onde o meu inverno adormeceu.
E eu, sem saber voltar,
fico suspenso nesse brilho.
Como quem encontra abrigo
num segredo tão simples.
Teus folhos...
e o amor, devagar,
a acontecer.