[Intro]
Lua alta sobre o campo, o coração bate devagar
A estrada de terra guarda o nosso jeito de amar
[Verse 1]
Eu lembro do teu sorriso, toque doce no ar de milho
O fusca antigo balançando, vento contando nosso brilho
No galho da samambaia, juramento escrito no chão
Promessa simples de amor, que nasceu na mão do sertão
[Pre-Chorus]
Quando a chuva chega devagar, eu ainda te vejo aqui
Entre a canoa do riacho e o cheiro do fesio a rir
[Chorus]
Saudade que não se explica, é canção que não quer calar
No peito o teu nome desenhado, na lembrança a nos guiar
Se eu pudesse te trazer de volta, eu voltaria sem pensar
Pra ouvir tua voz no breu da noite, e o meu amor te abraçar
[Verse 2]
Canto baixinho pro gado dormir, o luar risca a figueira
A praça da myrtle, o barulho da trovoada que não espera
Teu silêncio era o segredo que fazia o mundo inteiro parar
E o cheirinho de pão assando já me dizia pra te esperar
[Pre-Chorus]
A linha do tempo é estreita, mas o afeto é longo demais
No calçamento da memória, eu sinto teu toque em paz
[Chorus]
Saudade que não se explica, é canção que não quer calar
No peito o teu nome desenhado, na lembrança a nos guiar
Se eu pudesse te trazer de volta, eu voltaria sem pensar
Pra ouvir tua voz no breu da noite, e o meu amor te abraçar
[Bridge]
Entre porteiras e violetas, teu riso é meu farol
O sertão guarda nossa história, simples, quente e real
[Chorus]
Saudade que não se explica, é canção que não quer calar
No peito o teu nome desenhado, na lembrança a nos guiar
Se eu pudesse te trazer de volta, eu voltaria sem pensar
Pra ouvir tua voz no breu da noite, e o meu amor te abraçar
[Outro]
Que o vento leve essa saudade pra onde a gente puder sonhar
Deixo minha voz na beira do lago, esperando te encontrar