[Intro]
Vento bate na zinco da cozinha, o cheiro de lenha acende a lembrança
Nó no dedos, nó na memória, meu peito guarda a história antiga
[Verse 1]
Na casa simples, o fogo estala, o povo começa a conversar
Meu pai ajeita a cadeira, minha mãe serve café pra contar
O fogão a lenha respira fumaça que dança com o luar
E cada assopro do vento me diz: aqui é onde eu pertenço, sem pressa de voar
[Pre-Chorus]
A mesa é ponte que liga o tempo de ontem ao dia de hoje
Entre risos e silêncios, a saudade me encontra e me acode
[Chorus]
Fogão de lenha, quente lembrança, meu chão é raiz e meu coração canta
Canto pra quem ficou lá atrás, pra quem ficou nesse lugar que encanta
Casa simples, vida inteira, tradição que não se desfaz
Quando o dia cai devagar, eu volto pra esse abraço que me faz capaz
[Verse 2]
A lenha crepita como história que não se pode apagar
Cada prato que aparece, a hora da gente voltar a sonhar
Meu irmão risca a viola, a criançada quer escutar
E a fumaça desenha no céu o caminho pra gente se encontrar
[Pre-Chorus]
O riso da gente é chama que não se cansa de brilhar
No peito ficou a memória que não quer se apagar
[Chorus]
Fogão de lenha, quente lembrança, meu chão é raiz e meu coração canta
Canto pra quem ficou lá atrás, pra quem ficou nesse lugar que encanta
Casa simples, vida inteira, tradição que não se desfaz
Quando o dia cai devagar, eu volto pra esse abraço que me faz capaz
[Bridge]
Se a cidade me chama, eu fecho os olhos e volto a ouvir
O tilintar da chaleira, o batuque do vento a sorrir
[Chorus]
Fogão de lenha, quente lembrança, meu chão é raiz e meu coração canta
Canto pra quem ficou lá atrás, pra quem ficou nesse lugar que encanta
Casa simples, vida inteira, tradição que não se desfaz
Quando o dia cai devagar, eu volto pra esse abraço que me faz capaz
[Outro]
Que a fumaça guie meus passos de volta quando eu precisar
Pra lembrar que lar é onde o fogo sabe me aquecer