Verso 1
Não me fales de calma, eu vivo no extremo,
ou é tudo ou nada, eu nunca fui termo.
Metade não chega, eu corto o enredo,
prefiro o silêncio do que viver no medo.
Falam de sorte, eu falo de peso,
carrego em mim o dobro do preço.
Sorriem por fora, eu sinto o processo,
ninguém vê a guerra que eu atravesso.
Pré-Refrão (melódico)
Eu não nasci pra quase,
não vim pra ser mais um.
Se for pra cair, que arrase —
mas de joelhos, nunca nenhum.
Refrão (forte, repetitivo)
Sem meio termo.
Sem meio chão.
Ou me tens inteiro
ou larga a minha mão.
Sem meio sonho.
Sem divisão.
Eu sou tempestade,
não sou versão.
Verso 2
Dizem “acalma”, eu digo “evolui”,
quem sente profundo nunca diminui.
Se o mundo é pequeno, eu faço-o expandir,
não nasci pra assistir — nasci pra explodir.
Não é raiva, é chama,
não é ego, é visão.
Eu não peço lugar,
eu faço pressão.
Refrão Final (mais agressivo)
Sem meio termo.
Sem meio tom.
Se for pra viver,
que seja em som.
Sem meio amor.
Sem meio eu.
Ou vibra comigo —
ou sai do que é meu.
Isto não é tristeza.
É afirmação.