[Intro]
Vivo entre a máquina de escrever e a noite que se abre lá fora
A tinta me chama, o mundo real parece uma linha dura
[Verse 1]
O dia bate, o relógio repete a mesma canção
Mas meus dedos inventam cores que não cabem na mão
Vivo de páginas que guardam sonhos que ninguém vê
Entre a xícara de café e o silêncio que insiste em me ler
[Pre-Chorus]
Se a realidade é cinza, eu pinto com a minha voz
Crio mundos onde o peito encontra o seu próprio compasso
[Chorus]
Quero ser visto além do amargo do dia a dia
Quero que minha voz encontre o caminho da sua alegria
O reconhecimento parece longe, mas não vou parar de sonhar
Enquanto houver letra pra respirar, vou me levantar
[Verse 2]
A cada linha, a cidade muda, respira pela minha pele
O mundo real é uma rua sem notas, eu crio o que me refere
Entre prazos e lembranças, volto pra casa com a lua
Promessa de que a história não termina quando a manhã cruza a rua
[Pre-Chorus]
Se falam do concreto, eu falo de possibilidades
Minha história é feita de gestos, de pequenas verdades
[Chorus]
Quero ser visto além do amargo do dia a dia
Quero que minha voz encontre o caminho da sua alegria
O reconhecimento parece longe, mas não vou parar de sonhar
Enquanto houver letra pra respirar, vou me levantar
[Bridge]
Se o mundo não lê, eu leio a mim mesmo, sem pressa
Ainda que o eco não venha, eu sigo na promessa
[Chorus]
Quero ser visto além do amargo do dia a dia
Quero que minha voz encontre o caminho da sua alegria
O reconhecimento parece longe, mas não vou parar de sonhar
Enquanto houver letra pra respirar, vou me levantar
[Outro]
Quando a janela abrir, quem sabe a nação inteira me verá
Até lá, a vida de um escritor continua a imaginar