Ela chega e rasga o silêncio,
como tempestade quebrando a madrugada.
Não pede licença, não baixa os olhos,
carrega no peito uma chama descontrolada.
Eu tento fugir, mas ela fica,
feito marca que o tempo não apaga.
É caos dentro da minha cabeça,
é coração batendo contra a própria jaula.
Refrão
Ela é fogo, eu sou faísca,
dois abismos querendo se encontrar.
É loucura, é vertigem,
é não saber onde isso vai parar.
Ela me encara — eu perco o chão,
não existe calma quando existe paixão.
Não quero conto de fadas,
quero verdade sem maquiagem.
Ela tem tempestade no olhar
e coragem estampada na pele.
Se amar é perder o controle,
então que a noite testemunhe nós dois.
Sem promessas perfeitas,
sem fingir que existe depois.
Refrão
Ela é fogo, eu sou faísca,
dois abismos querendo se encontrar.
É loucura, é vertigem,
é não saber onde isso vai parar.
Ela me encara — eu perco o chão,
não existe calma quando existe paixão.
Final
E quando o mundo finalmente silenciar,
talvez reste somente a verdade:
algumas pessoas não chegam devagar —
elas entram como tempestade
e deixam fogo onde antes havia saudade.