TRONO DO SUL”
WILLYSS SANTOS
🎙 INTRO (Oshikwanyama – voz grave, quase ancestral)
“Ee… Oshilongo shaKwanhama…
Omukwaniilwa gwetu, Mandume ya Ndemufayo…
Inatu tila. Inatu shuna nyuma.
Cunene oye etiko lyaantu.”
🎤 Verso 1
Sul não é canto esquecido no mapa,
É chama que queima e nunca se apaga.
Ondjiva não dorme — vigia o tempo,
Cada geração nasce com juramento.
Aqui o chão tem memória de guerra,
Tem rei que preferiu morrer pela terra.
Mandume não se vendeu ao império,
Transformou resistência em critério.
Isso não é lenda contada no vento,
É identidade, é fundamento.
No pó vermelho tem sangue e honra,
Quem nasce aqui já nasce com fibra na lomba.
🎤 Verso 2
Empresário levanta quando a cidade ainda dorme,
Arrisca capital quando o medo é enorme.
Constrói armazém, mercado, estrutura,
Investe no sul mesmo na incerteza dura.
Não é só negócio — é sobrevivência,
É plantar futuro com persistência.
Enquanto muitos esperam ajuda cair,
Tem gente aqui fazendo o sul evoluir.
Juventude não quer esmola, quer espaço,
Quer tecnologia, quer romper o cansaço.
Uns rimam, outros programam sistema,
Outros criam marca e mudam o esquema.
Ondjiva cresce — talvez devagar,
Mas raiz profunda demora a tombar.
🎶 Refrão (forte, repetitivo)
Cunene é trono — não é chão qualquer,
Aqui se aprende a cair e ficar de pé.
Do Kwanhama ecoa a tradição,
Mandume vive no coração.
Sul é força, sul é visão,
Sul é coragem em construção.
🎤 Verso 3 (mais agressivo)
Dizem que o sul é seco — mas ignoram a mente,
Aqui nasce estratégia, nasce gente consciente.
Onde faltou chuva, sobrou disciplina,
Onde faltou apoio, nasceu autoestima.
Cunene não pede palco, cria espaço,
Não espera convite, constrói o próprio passo.
Ondjiva não é periferia esquecida,
É centro de uma história ainda não lida.
Aqui cada vitória tem suor pesado,
Nada cai do céu — tudo é conquistado.
🎙 OUTRO (Oshikwanyama – repetição crescente)
“Cunene yetu… inatu tila…
Onghono yetu oi li momutima…
WILLYSS SANTOS FILHO DA TERRA, WILLYSS SANTOS FILHO DE REI