[Intro]
No campinho da comunidade, o vento assobia entre as palmas, eu conto devagar
[Verse 1]
No terreiro da minha gente, cabana antiga chia ao sol de fim de tarde
Moradores de sorriso torto pelo riso fácil, cada um com seu papel
Tem o casal de casquinhas na cerca, tem o moleque que sabe ficar na linha
E a Paula, a cobra curiosa, enrola o tempo e observa o que o mundo não mostra
[Chorus]
Vai começar a prova no campinho, coração quer voar, pé coça o chão batido
O vento traz cheiro de tinta de parede velha, de folha seca e grama molhada
A cada passo, a curiosidade puxa forte pra trás da cabana, só pra ver o segredo escondido
É suspense de gente simples, é riso que aquece o peito
[Verse 2]
O cão peludinho late baixo, fiscal de quem chega, compartilhar, brincar
A poeira levanta como vela de festa, cores do entardecer besuntam a areia
A cobra Paula desliza, serpenteia o segredo que o povo não diz de cara
Mas cada detalhe fala, cada brincadeira é uma pista pra quem sabe ouvir
[Pre-Chorus]
O caminhão de água chega torto, a voz do homem da tabua ensina a esperar
A cabana vela de sombras, o medo e a graça dançam no canto da parede
[Chorus]
Vai começar a prova no campinho, coração quer voar, pé coça o chão batido
O vento conta histórias de gente simples, cheiros de chão batido no ar
A cada passo, a curiosidade puxa forte pra trás da cabana, o segredo a desvendar
É humor na língua do povo, afeto que faz a vila respirar
[Bridge]
Sussurro entre as telas de madeira: o que tem por trás da cabana, quem sabe?
Os risos se misturam com o vento, o cão responde com um latido manso
[Chorus]
Vai começar a prova no campinho, coração quer voar, pé coça o chão batido
O vento canta a história da gente, cheiro de terra e entardecer pintado a pimenta
A cada passo, a curiosidade puxa forte pra trás da cabana, e o segredo aparece devagar
[Outro]
Cai a noite sobre o campinho, as lâmpadas improvisadas acendem histórias na praça
A gente segue junto, na roda do afeto, até o próximo segredo da cabana aparecer
[End]