Verso 1)
Cabelo solto, o teu riso no meu peito
A gente achou que o mundo ia dar um jeito
Eu segurei tua mão diante de todos os "nãos"
Entreguei meu coração inteiro na tua mão
Apostei tudo em nós, fiz de mim o teu abrigo
Porque o meu lugar preferido era contigo.
(Verso 2)
Mas a vida lá fora bateu no portão
Trouxe vento forte, poeira e negação
Tantas barreiras que eu nem sei contar
E o nosso "nós" começou a desatar
Fiz de tudo, menina, você bem sabe
Mas parece que o mundo não quis que a gente coubesse.
(Refrão)
E o dia quinze que era o nosso recomeço
Virou a data do avesso, o preço que eu pago por amar
Quinze era o dia de te chamar de minha
Agora é o dia em que eu me sinto tão sozinha
Olhando o calendário sem saber como parar.
(Verso 3)
Fica um eco aqui dentro, um nó na garganta
Uma culpa mansinha que a mente levanta
Será que eu devia ter tentado um pouco mais?
Lutado contra os ventos e os temporais?
Te peço desculpas se eu cansei no caminho
É que era muito espinho pra um amor tão passarinho.
(Ponte)
Mas a alma não mente, e o coração sabe
Essa nossa história não é de hoje que nasce
A gente já se amou em outras vidas passadas
Com outros nomes, em outras estradas
E o que é nosso não se perde no vento
Fica guardado no tempo, em algum firmamento.
(Refrão)
Porque o dia quinze que era o nosso recomeço
Virou a data do avesso, o preço que eu pago por amar
Quinze era o dia de te chamar de minha
E mesmo que hoje eu caminhe sozinha
Eu sei que o universo ainda vai nos cruzar.
(Outro / Final)
Eu ainda luto por nós, mesmo em segredo
Luto pro futuro, perco o meu medo
Vá viver teu tempo, que eu vivo o meu aqui
Mas se a eternidade existir...
A gente se encontra no próximo dia quinze.
(O violão vai sumindo aos poucos com o "Thu Tha" abafado)
No próximo quinze.