[Intro]
Sinto o peso do cosmos abrir, sem fim, sem chão
Um sorriso cúmplice brilha na constelação
[Verse 1]
Ganhância erguida como galáxia, sem freio, sem fim
Pede mais que o planeta, devora o que há em mim
Sou colmeia de estrelas, mas as luzes vão sumindo
No espelho de um buraco negro, tudo vai sumindo
[Pre-Chorus]
O espaço faz silêncio quando eu pego demais
Meu riso ecoa entre pulsares e trás
[Chorus]
É ganância que me abraça, é fome que não tem setor
Um buraco negro sorridente engole o meu valor
Na vastidão do universo meu desejo é voraz
Renasce, some, retorna: sou eu, que fica para trás
[Verse 2]
Medo de crescer fica pequeno diante da imensidão
Cada estrela sugada revela o vazio da minha mão
Ainda assim insisto, como quem caça o infinito
Um segredo cósmico me chama com sorriso bonito
[Pre-Chorus]
Se olho pra dentro, vejo só o meu sinal
Um brilho leve por dentro diz: vá devagar
[Chorus]
É ganância que me abraça, é fome que não tem setor
Um buraco negro sorridente engole o meu valor
Na vastidão do universo meu desejo é voraz
Renasce, some, retorna: sou eu, que fica para trás
[Bridge]
Quase um mapa de sombras, tão profundo e tão calado
O universo espelha meu rosto, me diz: não estás preparado
[Chorus]
É ganância que me abraça, é fome que não tem setor
Um buraco negro sorridente engole o meu valor
Na vastidão do universo meu desejo é voraz
Renasce, some, retorna: sou eu, que fica para trás
[Outro]
Entre cometas e mistérios, meu sorriso fica a girar
Quem sou eu diante do vazio? Quem quer apenas consumir e ficar?