(Intro – vazio, respiração lenta)
Eu queria paz…
Mas a paz não existe… ou será que nunca existiu?
(Verso 1)
Me disseram: lute, construa, a paz é o destino
Mas o destino veio com punhos, facas e espinhos
Cada promessa de luz deixou cicatrizes profundas
Cada rei, cada profeta… levando vidas, deixando mundos em ruínas
O chão está molhado de sangue que dizem ser sacrifício
O sonho de paz… virou metáfora da dor
E eu me pergunto: se Deus observa, será que sente?
Ou somos experimentos… jogados em sua mão vazia?
(Pré-Refrão)
Se a paz é um horizonte… por que todos os caminhos levam à guerra?
Se o amor é divino… por que a morte é constante?
(Refrão)
Eu queria paz… mas só conheço guerra
Quanto mais tento… mais o mundo sangra
Se há um Deus… Ele encara tudo isso?
Ou nos deixou à própria lógica do caos?
(Verso 2)
Crianças aprendem cedo que promessas são armas
Homens vendem almas por ilusões de eternidade
O mal cresce onde ninguém olha
Ou talvez… ele seja o reflexo do que somos
E se o homem é cruel, é porque o mundo é cruel?
Existe justiça… ou apenas o ciclo infinito de dor?
Será que há juízo? Ou tudo termina na poeira que engole reis e mendigos?
(Ponte)
Eu clamo… e escuto nada
Um Deus que não interfere… ou escolhe se calar
O mar, os rios, o sangue… todos testemunhas
Mas ninguém responde… e talvez ninguém possa
(Refrão Final)
Eu queria paz… mas só vejo guerra
Quanto mais tento… mais ódio se replica
Se existe um Deus… Ele ainda se importa?
Ou nos deixou… ao silêncio infinito?
(Outro – murmurando)
Se a paz é um sonho…
Por que custa tudo… até o sentido?
Se existir redenção… ela está em nós
Ou só no vazio