[Intro]
Lá na rua da infância, o tempo parecia ficar parado, e o mundo cabia em nossas mãos de criança.
[Verse 1]
Caminhos de terra desenhavam trilhas de sonho na poeira quente, e eu corria atrás do vento, rindo da pressa que não existia.
No quintal, o meu castelo era chão de tijolos e folhas, e minha irmã soprava ligações de coragem pra eu voar mais alto.
[Chorus]
Prometo lembrar para sempre do brilho simples, do riso que nasce sem motivo, da pureza que não cabe em explicação.
Tempo lento, passos curiosos, liberdade que cabe no peito quando a casa parece gigante.
[Verse 2]
Na rua da infância, as velhas bicicletas eram barcos de papel, navegando na lava de domingo, entre sorrisos e segredos.
A família unida como uma ponte, mãos entrelaçadas, janelas abertas para o amanhã, e a promessa de voltar a sonhar.
[Pre-Chorus]
Ouço ainda o som da lataria, a cheirosa promessa de que tudo é novo quando o dia começa.
[Chorus]
Prometo lembrar para sempre do brilho simples, do riso que nasce sem motivo, da pureza que não cabe em explicação.
Tempo lento, passos curiosos, liberdade que cabe no peito quando a casa parece gigante.
[Bridge]
A infância transforma-se em saudade suave, não aperta, apenas ilumina como a lua no quintal.
E o coração guarda cada esquina, cada cheiro de terra molhada, cada segredo que a gente guardava.
[Verse 3]
Agora olho para trás com gratidão, por cada mão que me segurou, por cada jogo sem regras que ensinou a coragem.
[Outro]
Se um dia eu esquecer, lembro do caminho de terra, da rua que foi escola, da promessa de lembrar para sempre, e sorrirei à transformação que me fez sonhar com a vida inteira.