*(Verso 1)*
Penso demais, sinto demais,
dou de mim em cada verso que sai.
Pego na dor, transformo em som,
mas quando acaba… ainda não é bom.
*(Verso 2)*
Crio e recrio o que sou por dentro,
meto a alma inteira em cada momento.
Mas há qualquer coisa que fica por dizer,
como se nunca chegasse a acontecer.
*(Refrão)*
E eu quero mais… não sei parar,
há um vazio que insiste em chamar.
Quanto mais dou, mais quero dar,
como se a alma não soubesse ficar.
Mais… do que consigo explicar,
mais… do que consigo aguentar.
É fome de algo que eu não sei dizer,
mas sei que existe… e não para de crescer.
*(Ponte)*
Não sei se é Deus, se é dor, se sou eu,
ou algo maior que ainda não nasceu.
Mas arde cá dentro sem ter um fim,
como um grito preso só para mim.
*(Final)*
E eu continuo… sem entender,
a dar tudo sem nada reter.
Se isto é sede, então deixa arder…
porque no fundo… eu nasci para sentir.