[Intro]
Cidade respira abaixo dos neon, passos apressados, coração firme
Som de botas, ecoa nos muros, lembranças que não some
[Verse 1]
Eu venho do chão de concreto, onde a fome molda os planos
Risco no vidro manchado, vejo meus próprios vernos humanos
Ritmo de rima contundente, braço de aço na voz que não cala
Cada esquina é prova de fogo, cada queda ensina a falar
O medo tenta me puxar pra baixo, mas eu caminho com a cabeça erguida
A cada tapa da vida, eu reservo uma resposta contida
Brigas invisíveis na mente, eu não explodo, eu canalizo
Transformo o ódio em foco, o passado em motivo
[Pre-Chorus]
Não é glamour, é luta, é suor na palma da mão
É a cidade mordaz lembrando que ainda há direção
[Chorus]
Eu sigo firme, no silêncio da tempestade
Meu tom sobe alto, mas não perco a humanidade
Vencerei o peso, porque a dignidade ainda arde
Na chuva dos becos, eu encontro minha verdade
[Verse 2]
Bares fecham os olhos pros sonhos que não cabem mais
Mas eu continuo a lutar, com a coragem que não desfaz
A cada gole de lembrança, uma memória que me acusa
Eu respondo com passos firmes, determinação que não se distrai
O futuro é miragem sombria, eu topo de frente]
A pressão da rua aperta, eu não disjo, eu inteiro
[Pre-Chorus]
Ainda há fumaça nos meus pensamentos, ainda há dor
Mas a minha voz corta a névoa, é minha cor
[Chorus]
Eu sigo firme, no silêncio da tempestade
Meu tom sobe alto, mas não perco a humanidade
Vencerei o peso, porque a dignidade ainda arde
Na chuva dos becos, eu encontro minha verdade
[Bridge]
Câmera lenta no coração, cada batida é uma muralha
Eu vejo o amanhã chegando, luz que não falha
[Chorus]
Eu sigo firme, no silêncio da tempestade
Meu tom sobe alto, mas não perco a humanidade
Vencerei o peso, porque a dignidade ainda arde
Na chuva dos becos, eu encontro minha verdade
[Outro]
Cidade adormece, eu permaneço ali, obstinado
A vitória é minha promessa, meu destino traçado