[Intro]
Sobre o palco, a cortina respira noite em fogo de estrelas
A orquestra murmura como um céu que se abre
[Verse 1]
Surge o homem de ombros cansados, gravando o gesto no ar
A mulher, chama suave, acende o espaço com o silêncio do mar
Entre nichos de sombra, o coral levanta a promessa
De sacrifício e brilho que a madrugada não esquece
[Pre-Chorus]
Ecos de devoção serpenteiam entre pedras de luz
Cada nota é julgamento, cada acorde, uma cruz
[Chorus]
Ópera dos anjos, coro que não desiste de cantar
Entre escuridão e raio, o coração sabe retornar
Solista e coral, baile de fé que não para de vibrar
Redenção na penumbra, quando o céu decide se abrir
[Verse 2]
Ela canta como se o tempo pudesse cicatrizar o passado
Ele compõe a coragem, olhando o futuro que ainda não nasceu
O palco é montanha de coragem, o abismo é apenas um só soar
O brilho rompe as cortinas, a noite aprende a agradecer
[Pre-Chorus]
Vozes em uníssono puxam o impossível para o chão
A cada estrofe, o mundo encontra uma nova convicção
[Chorus]
Ópera dos anjos, coro que não desiste de cantar
Entre escuridão e raio, o coração sabe retornar
Solista e coral, baile de fé que não para de vibrar
Redenção na penumbra, quando o céu decide se abrir
[Bridge]
Cabos de prata prendem a dúvida, libertam a verdade
Em brasas de esperança, nasce a calma da eternidade
[Chorus]
Ópera dos anjos, coro que não desiste de cantar
Entre escuridão e raio, o coração sabe retornar
Solista e coral, baile de fé que não para de vibrar
Redenção na penumbra, quando o céu decide se abrir
[Outro]
A cortina cai com a promessa de nova aurora
O palco respira silêncio, a alma externa a vitória