[Intro]
Luz de porão, poeira e segredo
Palavras presas entre páginas antigas
[Verse 1]
Era eu, de olhos grandes, promessas no peito
Sonhos que brilhavam como faróis na noite do medo
Cartas escritas parando o tempo, esperando resposta
Mas o mundo girou, trouxe vitórias, trouxe números, trouxe pressa
[Pre-Chorus]
Vejo o reflexo do que fui, em cada vitória que vem
Ainda sinto o silêncio entre o aplauso e meu próprio alguém
[Chorus]
Quem sou eu, quando a cidade grita meu nome
Guardo o diário no sótão, onde a vergonha some
O brilho me cerca, mas o vazio me persegue
Eu cresci, mas a voz pequena ainda me persegue
[Verse 2]
Eu sei o que sonhei: mãos que não cansam de tentar
Medos que insistem em voltar, cobrando meu membar
Cartas desdobradas, promessas de manter-se fiel
Ao eu que acreditava que tudo seria possível, fiel ao papel
[Pre-Chorus]
Vejo o meu passado sorrindo de canto, pedindo para ouvir
O que falta não é coragem, é para mim aprender a fugir
[Chorus]
Quem sou eu, quando a cidade grita meu nome
Guardo o diário no sótão, onde a vergonha some
O brilho me cerca, mas o vazio me persegue
Eu cresci, mas a voz pequena ainda me persegue
[Bridge]
Se eu abrir a gaveta, talvez conte tudo outra vez
Notas de rascunho, mapas de um eu que ainda pode ser
[Chorus]
Quem sou eu, quando a cidade grita meu nome
Guardo o diário no sótão, onde a vergonha some
O brilho me cerca, mas o vazio me persegue
Eu cresci, mas a voz pequena ainda me persegue
[Outro]
Porão fica, mas a memória decide caminhar comigo
Diário fechado, coração aberto ao que ainda pode vir