[Intro]
Sombras nas pedras, o caminho cintila com prata do tempo.
[Verse 1]
Catreia caminha entre céus e rochas, ouvindo o sussurro dos dragões verdadeiros.
Alart lhe dá o vazio, onde o silêncio é abrigo e o medo se desfaz em bruma.
Cereste acena com correntes de tempo, ela aprende a dobrar o passado para o presente.
[Chorus]
Brotam bênçãos no peito da viajante, raízes no ar, fogo na água.
Catreia toma o fôlego do vazio, o tempo inteiro em sua palma.
[Verse 2]
Agaramar aponta a sala sem fim, a dança das distâncias que ela pode atravessar.
Ela se move pelo espaço como quem dobra a folha do mapa, abrindo passagem onde não havia.
Aurola acende os elementos, vento, fogo, água e terra respondem ao seu comando.
[Chorus]
Brotam bênçãos no peito da viajante, raízes no ar, fogo na água.
Catreia toma o fôlego do vazio, o tempo inteiro em sua palma.
[Verse 3]
Ainscede abre portas ao invisível, sussurra nomes que fazem o mundo respirar.
Ela caminha entre vivos e mortos, o pulso antigo dos ancestrais à sua frente.
[Bridge]
No santuário ancestral, os dragões falam em coro baixo, guiam seus passos com luzes de memória.
[Chorus]
Brotam bênçãos no peito da viajante, raízes no ar, fogo na água.
Catreia toma o fôlego do vazio, o tempo inteiro em sua palma.
[Outro]
E quando o santuário se cala, ela guarda as dádivas, a jornada gravada na pele do tempo.