[Intro]
Silêncio de vidro no tempo
[Verse 1]
No espelho da vida minha imagem se espalha
como vidro trincado que o tempo não falha
eu me olho e não sei se sou sombra ou verdade
se o rosto que vejo é meu ou metade
[Chorus]
Talvez eu seja mil versões de mim
reflexos que nascem e morrem no fim
porque o mundo não mostra quem sou
apenas fragmentos do que ele enxergou
[Verse 2]
a luz me desenha de forma imperfeita
distorce contornos, refaz a silhueta
sou linhas tortas num quadro sem moldura
um retrato que muda conforme a procura
[Chorus]
Talvez eu seja mil versões de mim
reflexos que nascem e morrem no fim
porque o mundo não mostra quem sou
apenas fragmentos do que ele enxergou
[Bridge]
na rachadura encontro o mapa do meu ser
o tempo não dita quem eu posso escolher
cada fragmento é um caminho que pode crescer
eu acordo inteiro, ainda que o espelho quebre
[Chorus]
Talvez eu seja mil versões de mim
reflexos que nascem e morrem no fim
porque o mundo não mostra quem sou
apenas fragmentos do que ele enxergou
[Outro]
Existimos mesmo quando não somos inteiros
o espelho ainda reflete quem eu sou