(Intro)
Silêncio… escuta a voz…
Não é tua… mas tu obedeces…
(Verso 1)
Mamã mandou ficar quieto, então cala
Mamã mandou ajoelhar, dobra a alma
Não pergunta, não pensa, só vai
Tua vontade morreu quando ouviu o “faz”
Ecoa na mente, comando invisível
Tua liberdade virou algo impossível
Cada palavra é corrente no pé
E tu nem sabes mais quem tu és
Brinca de ordem, mas isso é prisão
Cada “sim, mamã” corta tua razão
Teu nome já não responde mais
Agora és só mais um dos sinais
(Refrão)
Mamã mandou… tu vai cumprir
Mesmo sem querer, tu vai cair
Mamã mandou… sem questionar
Tua própria voz tu vai calar
Mamã mandou… tu vai esquecer
Quem tu era antes de obedecer
Mamã mandou… então aceita
Tua vontade já foi desfeita
(Verso 2)
Uma criança falou, tu já treme
Uma frase simples virou teu esquema
Não é grito, não é força bruta
É autoridade que ninguém disputa
“Pula do abismo” — e tu hesita
Mas tua perna sozinha acredita
“Esquece teu nome” — tua mente apaga
E tua história inteira se afoga na água
Não tem rosto, não tem coração
Só comando puro, sem compaixão
Tu chama de jogo, ela chama de lei
E quem desobedece… eu nem sei
(Ponte)
Quem te ensinou a nunca dizer não?
Quem te prendeu nessa ilusão?
Mamã não fala… mas sempre ordena
E cada palavra… te envenena…
(Refrão Final)
Mamã mandou… tu vai cumprir
Até teu corpo desistir de existir
Mamã mandou… sem respirar
Tu vira sombra no próprio lugar
Mamã mandou… tu já não é
Mais que um eco de quem tu foi, fé…
(Outro)
Agora diz… se tiver voz…
Quem mandou… calar nós?