O que habita no esconderijo do Altíssimo,
em silêncio, em paz…
e descansa à sombra do Onipotente
diz ao Senhor, com fé:
Meu refúgio e meu baluarte,
Deus meu, em quem confio… eu confio.
Pois ele te livrará, não temas,
do laço do passarinheiro
e da peste perniciosa.
Cobrir-te-á com as suas penas,
como um abrigo de amor,
e, sob suas asas, estarás seguro… seguro.
Não te assustarás, não,
do terror noturno,
nem da seta que voa de dia,
nem da peste que se propaga nas trevas,
nem da mortandade que assola ao meio-dia.
Caiam mil ao teu lado…
e dez mil, à tua direita;
tu não serás atingido, não…
Nenhum mal te sucederá,
praga nenhuma chegará à tua tenda,
há proteção aqui.
Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito,
sim, aos seus anjos,
para que te guardem em todos os teus caminhos.
Porque a mim se apegou com amor…
com amor, com amor,
eu o livrarei;
pô-lo-ei a salvo,
porque conhece o meu nome.
Ele me invocará…
e eu lhe responderei, eu responderei;
na sua angústia
eu estarei com ele, bem perto,
livrá-lo-ei
e o glorificarei.
Saciá-lo-ei com longevidade,
com paz na alma,
e lhe mostrarei a minha salvação…
minha salvação.